QUANDO A LUZ DE ALERTA LIGA…

dsc06210As luzes de emergência no painel do carro são indicadores bastante importantes de que alguma coisa no veículo não está indo bem. Elas tem função específica de alertar que algo está errado. O motorista, ao perceber que alguma luz acendeu, deve procurar a sua oficina de confiança para solicitar um diagnóstico.

E quando percebemos que outro motorista ligou a luz de alerta, o que significa?

O uso do pisca-alerta é necessário para indicar aos demais usuários da via que o veículo está parado ou para alertar sobre situação de emergência – veículo parado por problemas mecânicos, atropelamento, parada muito abrupta, entre outras situações. O pisca deve ser usado também quando a regulamentação da via assim determinar, como em vagas de estacionamento com a informação de que se pode estacionar desde que por um breve período de tempo com o pisca-alerta ligado.

Em poucas palavras, o pisca-alerta significa “prestar atenção”, algo está acontecendo. Redobre os cuidados. E quando tomamos as devidas precauções, diminuindo a velocidade, observando com mais atenção, passamos a entender o contexto e evitamos acidentes ou outras encrencas. Isso faz parte da definição de um bom condutor de veículos.

E na vida, somos bons condutores?

Na nossa vida, o “pisca-alerta” liga muitas vezes, porém, muitas vezes não damos a mínima para ele. Seguimos o fluxo normalmente e seguidamente nos metemos em encrencas. Já ouviu de alguém a frase: “Não sei por que só me meto em encrenca!” – ou você mesmo(a) pronunciou? Pois ela é muito comum. Depois que a “senhora encrenca” ocupa a nossa vida, aí novamente nos damos conta. Porém, esta “senhora” não chega sozinha, nós a buscamos quando ignoramos os “piscas-alertas”.

Quais são os sinais de alertas que recebemos? É tudo aquilo que a nossa consciência nos avisa de que algo pode dar errado. A maioria de nós aprendeu inúmeros valores e princípios. Nossa família batalhou para que aprendêssemos: honestidade, fidelidade, respeito, educação, amor ao próximo, benevolência, tolerância, piedade, cooperação, simplicidade e trabalho digno, por exemplo. Mas muitas vezes simplesmente ignoramos tudo isso diante dos fatos e situações. Mas, quando já aprendemos, não temos defeito de fábrica, viemos com e peça que liga o “pisca-alerta”, a nossa consciência. Ela nos avisa com um sentimento de culpa e questionamentos para que possamos discernir entre um caminho reto ou tortuoso, no entanto, muitas vezes optamos por fingir que nada significa. Depois, quando já sentimos a encrenca, ainda nos assola o remorso.

Por exemplo: você é casada e leva um flerte, uma cantada. É claro que você se sentiu valorizada nessa situação, ou seja, um sentimento de mais valia toma conta: “estou sendo vista!” – e até podemos apreciar, até aí não é problema.  Agora negligenciar o “pisca-alerta” de que essa situação levada adiante pode lhe colocar em alguma encrenca, já é uma escolha. Traição é uma escolha. Aceitar ser amante, é uma escolha. Aceitar dar só uma saidinha e ser visto por alguém, é uma escolha. Aceitar ser desonesto na empresa por influência de colegas é uma escolha. Falar grosseiramente com outras pessoas é uma escolha. Aceitar trabalhar sem registro em carteira, é uma escolha. Aceitar que o empregado não seja registrado para poder desfrutar do seguro-desemprego ou de outro benefício social é uma escolha.  Ignorar todas as conversas e solicitações do seu chefe é uma escolha. Desqualificar as dicas de seus colegas mais experientes é uma escolha. Desprezar os alertas de que você precisa ter uma formação acadêmica é uma escolha. Rejeitar os pedidos de que você precisa caprichar mais no trabalho é uma escolha. Deixar para depois é uma escolha. Deixar-se levar pela conversa de um vendedor bom de lábia e se endividar, é uma escolha. Gastar o que você não tem no momento é uma escolha. Emprestar seu nome para dívidas dos outros é uma escolha. Aceitar um sócio sem definir um pró-labore e ainda permitir retiradas de dinheiro do caixa a qualquer momento e a qualquer quantia é uma escolha. Falar mal de alguém para outrem é uma escolha. Namorar uma pessoa de má índole e que já trai a esposa é escolha. Transar com qualquer pessoa é uma escolha. Aceitar bebida alcoólica sabendo da sua intolerância é uma escolha. Dirigir sem carteira é uma escolha. Apropriar-se de coisas dos outros é uma escolha. Aceitar ou dar propina é uma escolha. Namorar no carro perto da praça na madrugada é uma escolha…

Assim são tantas as escolhas. E quando as fazemos, é claro que uma luz de “pisca-alerta” liga dentro de nós. “Será que eu deveria? Será que vai dar certo? Será que eu não vou levar a pior? Será que depois ele vai me deixar? Será que alguém pode ver? Será que o guarda vai e pegar? Será que…será que…?” – e seguimos em frente desqualificando todas as luzes de alerta.

Qual a consequência?

– “SÓ ME METO EM ENCRENCAS!!!”

Se já está cansado(a) de se meter em encrencas, se acha que está com “dedo podre” – como se ouve por aí, é hora de qualificar a “luz de pisca” que liga em sua mente. É essa luz o farol que conduz ao caminho da retidão, tranquilidade, paz de espírito, prosperidade e sucesso.

Desqualificar o “pisca-alerta” é apenas uma das escolhas! O nome já diz: para alertar. Portanto, assim como um bom condutor ou mesmo um condutor experiente que sabe exatamente o que fazer quando de longe visualiza uma luz de pisca-alerta, precisamos todos validar a luz do “pisca-alerta” da nossa vida. Ela acende seguidamente. Se soubermos qualificar a sua presença, evitamos novos acidentes em nossa vida. Que todos aprendamos a ler os sinais que a própria vida nos dá. Sê feliz!

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