O que as crianças dizem?

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Elas nos revelam…

Existe até hoje em circulação uma revista chamada PAIS e FILHOS. Mensalmente lia suas matérias. Hoje a substituí por outras. Mas fez a diferença no meu papel de mãe, principalmente em “início de carreira”.  Muitos de vocês devem lembrar-se dela, pois também a liam com curiosidade. Numa das páginas, o Dr. Pedro Bloch, médico, ilustrava a página com suas experiências de consultório: “Criança diz cada uma!”. Inúmeras histórias inusitadas, únicas e surpreendentes.

Como disse já não a compro e nem leio mais. Mas a revista me veio à lembrança ao ouvir cada uma das nossas crianças. Convivendo com sobrinhos e afins, amigos e seus filhos e as crianças nas escolas, lembrei da página:  “Criança diz cada uma”…Pois é verdade! Elas saem com expressões que muitas vezes são divertidas.  Crianças são umas danadas! Nos surpreendem! E são muito verdadeiras! Podemos dizer, super sinceras. Não titubeiam em perguntar, comentar e afirmar o que pensam e principalmente, repetem o que ouvem dos adultos. E aí vem a reflexão de hoje, neste mês das crianças:

Já parou para observar o que as crianças andam dizendo? O que elas perguntam? O que elas solicitam? O que elas afirmam como verdade?

Na fala de uma criança se revelam as verdades, os valores, os princípios e os preconceitos dos pais, educadores e outros referenciais adultos. O que emitimos (nosso discurso) pode ser percebido quando as crianças se comunicam. Já vi falas que envergonharam alguns pais. Outros fingem que não enxergam e não percebem o que os filhos dizem. As tiradas às vezes são engraçadas, outras nos tocam, são fenomenais. E há momentos em que são trágicas.

Vamos ver alguns exemplos…aconteceram por aí…

(os nomes foram trocados no lugar das crianças de verdade)

 Joice, 4 anos
A mãe, divorciada, arranjou um namorado. A avó materna pergunta à garota:
– Está gostando do novo namorado da sua mãe, Joice?

– Não, vovó.

– Por que?

– Toda vez que a minha mamãe encontra com ele, ela volta chorando pra casa. Acho que é porque ele coloca ela de castigo!

Mônica, 5 anos

Mônica passeia com o pai no shopping. Pede para brincar em joguinhos eletrônicos e ele deixa. Vai logo comprar as fichas. Pede sorvete, ganha. Pede refrigerante, ganha. Quer bolinhas daquelas máquinas automáticas e ganha. Lá pelas tantas, diz:
– Papai, você é um comprão!
– Por que? O que é ‘comprão’, filha?
– É um pai que compra tudo pras crianças!

Júnior, 5 anos

Numa certa noite, a energia acaba. Sem TV nem computador, a mãe diverte o menino contando histórias, brincando de fazer cócegas e contar piadas. Horas depois, a energia volta. Júnior toma banho e a mãe o coloca para dormir.
– Espera um pouquinho, mamãe. Preciso fazer uma coisa.

– Fazer o quê, filho?

– Um pedido para Deus.
– O que você quer dele?
– Vou pedir pra luz acabar toda noite aqui em casa.

Lucas, 5 anos.

Gravando um vídeo entre primos para homenagear as mães no dia das mães, era a vez do Lucas dizer algo para a sua mãe. Vamos, Lucas, o que vai dizer para sua mãe?

“Mãe, obrigada pelas roupas, pelos chips, pelo homem-aranha e…tu vai me dá um celular?”

Adultos são o que as crianças se tornaram depois que começam a produzir hormônios. A criança não só imita a voz, o jeito e o ritmo com que lhe falam – como se deixa influenciar pelo que a voz traz, a mensagem. A criança capta, com facilidade, tudo o que falamos perto dela, inclusive o clima emocional de quem lhe fala.

Por isso é de tão grande a importância – principalmente – do que pais e avós, como também professoras de centros de educação infantil e do ensino primário – saberem o que dizem e como dizem. Que tenham boa voz e boa maneira de falar, personalidade ajustada, equilíbrio e autocontrole diário e porque não dizer, no caso dos professores, condizentes com a profissão; que realmente amem a criança e a profissão a que se dedicam.

As palavras, o discurso diário, a voz, a fala e a postura revelarão o ambiente do lar em que é criada a criança e as virtudes da escola que frequentam. Dirão se tem segurança, e se lhe é oferecido o indispensável carinho ou se ele é substituído por outras superficialidades. O que as crianças dizem, revela o que nós adultos somos! Prestemos atenção nas crianças. Elas dizem cada uma e revelam os adultos!!!

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