SENTIMENTO DE REALIZAÇÃO

Neste último final de semana participei da Bienal do Livro em São Paulo. É claro que aproveitei parte do meu tempo para adquirir vários livros interessantes. Mas muito mais que isso, quero compartilhar com vocês da experiência de estar lá como escritora. Em Fevereiro de 2016, publiquei o meu primeiro livro: UM TEMPO PARA CADA PROPÓSITO. O livro narra uma pequena parte da história de vida de um casal e de uma família que se propôs a enfrentar diferentes desafios, como se superou e venceu: a história que eu vivi, que nós vivemos. Não considero que a nossa história seja melhor ou pior que outras histórias vividas por tantas pessoas. E tenho plena consciência de que muitas pessoas e famílias vivem dramas e dificuldades que vão além de tudo isso que está no livro. No entanto, encontrei no livro uma forma de expressar o quanto foi valioso superar cada uma das nossas dificuldades e uma forma de celebrar a vida que Deus nos deu e as oportunidades que colocou em nosso caminho. Também foi uma forma de mostrar que é possível realizar os sonhos. Além disso, o livro nasceu como uma ideia de reconhecimento e homenagem à pessoa que considero batalhadora, incansável e realizadora: meu esposo. No dia 18 de Fevereiro de 2016, data em que completou seu cinquentenário, ele conheceu a obra. Foi uma forma de homenageá-lo, pois escrevi o livro em segredo. Na noite da comemoração dos 50 anos, num momento único e cheio de emoção, o livro consagrou todo o nosso reconhecimento e valor pelo trabalho, dedicação e superação que sempre teve, desde a sua infância até o momento em que decidiu empreender e o fez com maestria.

Eu sonhava escrever um livro, pois esta é uma forma de perpetuar a mensagem que achamos que tem valor. E é uma forma de levar ideias e aprendizados para outras pessoas. Depois de uns 3 ou 4 anos alimentando essa ideia, consegui torná-la real. É fato que o livro não saiu numa editora renomada. Foi publicado através de um editora de SP, a Nova Literarte, que tem 4 anos de existência e que reconhece o trabalho dos pequenos escritores com o eu, e que não tem condições financeiras de bancar de imediato em publicações com milhares de exemplares. Tudo é uma construção. Em algum lugar se deve começar. E foi assim que eu comecei. Passados 5 meses da publicação, a editora, através do editor Luiz Bastos, também escritor de livros, entrou em contato comigo e propôs que o livro fosse para a Bienal. Eu já havia pensado que um dia poderia ter um livro no maior evento literário do país. Mas não imaginei que fosse assim tão rápido. Mas, confirmou-se a crença: a oportunidade é para as mentes preparadas. Senti que eu poderia, e por que não? Se eu não tivesse medo, o que faria? E a resposta foi: Sim, eu vou!

A Bienal do livro é um grande encontro que tem o livro como astro principal. Para o leitor, é a oportunidade de aproximação dos seus autores favoritos e de conhecer muitos outros. Durante dez dias, o Anhembi sediou a festa da cultura, da literatura e da educação. Nos espaços dedicados às atrações, o público pode participar de debates, bate-papos com personalidades e escritores, além das atividades culturais que promovem a leitura. Atraente, variada e dinâmica, a Bienal do Livro foi diversão para toda a família!

Claro que expor o livro e participar da Bienal não poderia ter um objetivo puramente mercadológico.  É sim um lugar aonde as pessoas vão para comprar livros, isso faz parte. Mas não faz muito sentido alguém ir até o Anhembi para fazer algo que pode ser feito de casa, apenas com alguns cliques – ou em qualquer livraria, em qualquer época do ano. Por isso, o momento foi de conexão e entrosamento com as pessoas. Foi de conhecer novidades. De ter contato com o público. Foi de sentir, de dar relevância cultural, de aprender com quem está no mercado literário há mais tempo. De ouvir aspirações e desejos dos leitores. De conhecer o que o público aprecia.

Foi uma experiência gratificante e única. Junto com a família pude desfrutar dos resultados. E o que eu gostaria de deixar como mensagem desta vivência, é que não se deve desistir dos sonhos. Deve-se iniciar a caminhada. Desfrutar de cada passo dado, sem pressa e sem ansiedade. Como diz o título do livro, dar UM TEMPO PARA CADA PROPÓSITO. Se você tem sonhos, não ouse querer realizá-los na pressa. A pressa atrapalha. A pressa corta caminhos que não devem ser cortados. Cada tempo tem seu significado. Um tempo de preparar-se, um tempo de semear e um tempo para colher. Desfrutar deve fazer parte de todos os tempos pois não sabemos do dia seguinte. Não dá para pensar em ser feliz e saborear quando isso ou aquilo chegar. Se tem algo que aprendi nessa vida, é ter um tempo para cada propósito. A vida vai nos preparando e nos mostrando as portas e caminhos a serem percorridos. Desde que confiemos nisso!

Desejo que você consiga todas as suas aspirações e que nada e nem ninguém tire você do caminho que te leva à realização dos seus sonhos: principalmente, que não seja você mesmo!

Na próxima semana, um pouco mais sobre a BIENAL/2016

 

 

 

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