INTRAEMPREENDEDOR: PROFISSIONAL DO SÉCULO XXI

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Embora o mercado esteja com oferta de mão de obra, sabemos que muitas empresas não conseguem completar suas vagas. As vagas existem, mas não é qualquer pessoa que pode preenchê-las. Vivemos uma carência de profissionais tecnicamente preparados. Em alguns casos, são tecnicamente capazes, mas falta-lhes um perfil específico, aquele mais arrojado e autônomo. Faltam empreendedores para dentro da empresa: os intraempreendedores.

Muitos profissionais já portam um título interessante em seus currículos, porém, muitas vezes não desenvolveram aquelas competências essenciais para torná-los verdadeiros profissionais para os desafios do século XXI. Essas competências estão relacionadas a capacidade de ser, conviver e fazer acontecer.

Três pilares sustentam esse novo profissional: autoconhecimento, interdependência e realização.

Autoconhecimento: a busca pelo autoconhecimento alimenta o autodesenvolvimento. Ou seja, a medida que o ser humano expande o conhecimento de si mesmo, aumenta também a compreensão do meio em que vive e principalmente, das opções que possui para lidar com os problemas e as tensões do dia-a-dia do seu trabalho, da vida familiar, da relação com o outro, e se torna mais preparado para enfrentar o dia-a-dia e seus desafios.

Interdependência: a capacidade de compreender que nós humanos fazemos parte de um sistema maior. Possuímos nossa individualidade, no entanto, somos parte do todo. Estamos numa relação direta com os outros seres e com o mundo. Somos interativos, construímos nossa identidade na relação com o outro e com o que nos cerca. Compreender isso verdadeiramente nos possibilita conviver com a diversidade, ser cooperativo e exercer o respeito mútuo.

Realização: capacidade de desenvolver habilidades e competências, tomar decisões e fazer acontecer sonhos e objetivos.

Assim como o empreendedor de negócios, os profissionais/colaboradores que fazem parte da equipe, devem buscar as características que são necessárias para a configuração atual de mercado.

O psicólogo americano David C. McClelland foi o autor que deu início a estudos específicos sobre as ciências do comportamento empreendedor. Destacou o papel dos homens de negócios na sociedade e suas contribuições para o desenvolvimento econômico. Mapeou através de uma pesquisa com homens bem sucedidos, quais as características que apresentavam em comum. O que os levava aos resultados que apresentavam?

Tendo como base os estudos de McClelland, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) instituiu um programa para o aprimoramento de empreendedores, o Empretec. No Brasil este programa é gerenciado e aplicado pelo SEBRAE. O Empretec trabalha 10 características do comportamento empreendedor, e estas podem lhe inspirar para as desenvolver, e que são:

1 – Busca de oportunidades e iniciativa: Aproveitar as oportunidades, fazer as coisas antes de forçado pelas circunstâncias e agir para expandir a atividade.
2 – Correr riscos calculados: Expor-se a situações de risco moderado, avaliar alternativas, calcular os riscos e agir para controlar resultados e reduzir riscos.
3 – Exigência de qualidade e eficiência: Fazer as coisas melhor, mais rápido e mais barato, exceder os padrões de excelência e assegurar o trabalho terminado a tempo e na qualidade combinada.
4 – Persistência: Agir diante dos obstáculos, mudar a estratégia para enfrentar desafios, assumir responsabilidade para atingir as metas.
5 – Persuasão e rede contatos: Usar estratégias para influenciar os outros, usar pessoas chaves para atingir objetivos, agir para desenvolver relações comerciais.
6 – Independência e auto confiança: Buscar autonomia, manter seu ponto de vista diante da oposição, expressar confiança na própria capacidade.
7 – Comprometimento: Fazer sacrifício pessoal para completar a tarefa, colaborar com funcionários para terminar um trabalho, manter o cliente satisfeito.
8 – Busca de informações:
Dedicar-se a obter informações necessárias ao negócio, investigar como fazer o produto ou serviço, consultar especialistas.
9 – Estabelecimento de metas: Estabelecer objetivos e metas, definir objetivos e metas claras e específicas, estabelecer metas mensuráveis.
10 – Monitoramento e planejamentos sistemáticos: Planejar dividindo tarefas grandes em subtarefas, revisar seus planos frente aos resultados obtidos, usar registros financeiros para tomada de decisões.

O empreendedor tem um inconformismo com a situação atual das coisas ao seu redor, busca por mudanças e por seus próprios resultados. Ele é uma pessoa motivada e apaixonada pelo que faz, se destaca e busca reconhecimento intencionando deixar um legado. E você, profissional deste século, já sabe qual legado quer deixar para seus filhos e para a sociedade? Qual sua missão como empreendedor?

Estas características não são necessariamente natas, mas sim aprendidas, com experiências profissionais e conhecimentos adquiridos durante o passar dos anos. Podem valer para empresários empreendedores como para colaboradores empreendedores: os intraempreendedores.  O ideal é fazer uma autoavaliação, identificando quais características estão com maior nível de desenvolvimento e quais precisam ser desenvolvidas. Procure se conhecer melhor e comece a desenvolvê-las… os segredos do empreendedorismo podem ser descobertos por qualquer pessoa e de qualquer idade. E o século pede empreendedores em todas as áreas. Portanto, exatamente onde você se encontra, você pode começar.

 

 

 

 

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