VOCÊ SE SENTE EMPACADO, SEM FOCO?

Acontece com você também, programar o que vai fazer e nem sempre chegar a meta desejada? De repente, você se dá conta e pergunta: espera aí, o que eu ia fazer mesmo? O que eu tinha me proposto? Para onde fui? O que fiz e o que deixei de fazer?

Se isso acontece com você, saiba que você é mais uma entre as milhares de pessoas com a mesma dificuldade: manter o foco.  Sem foco perdemos a hora de estudar, trabalhar, conversar com o cônjuge, ouvir os filhos, o cliente, os amigos, escrever um relatório e também quando o assunto são nossas metas mais significativas, como: aprender algo novo, fazer uma dieta, uma amizade, o casamento, crescer na profissão, concluir a faculdade, investir num projeto novo, etc.

O que é manter o foco?

É estar concentrado em algo, pensando e agindo para que aconteça. Manter o foco, podemos dizer é uma forma de concentração, ou seja, uma forma intensa de atenção buscando algum resultado. É o que nos define como produtivos e nos ajuda a sentir bem.

É bem verdade que não nos faltam distrações. Os estímulos diários chovem sobre nós, principalmente se nos mantemos ligados às redes sociais e outros meios eletrônicos. Ou então, o cheirinho de café vindo da cozinha pode nos distrair e tirar de alguma ocupação importante.  São os sons, sabores, cheiros e sensações que nos roubam a atenção.  Através dos nossos cinco sentidos, somos estimulados a pensar, processar, querer ouvir, ler por curiosidade, saborear, querer fazer, sentir, buscar, imaginar, apreciar, compartilhar, curtir, imitar e descobrir mais e mais… e assim vamos nos afastando daquilo que é importante. Desviamos o foco facilmente e o tempo foge como areia entre os dedos.

É importante entender que a nossa forma de gastar o tempo está diretamente relacionada a potência de alimentação que promove cada ação. Ou seja, escolhemos como gastar o nosso tempo com aquilo que alimenta nossas necessidades interiores (nossas fomes). E quais são elas? As principais são: necessidade de reconhecimento (afeto, pertencimento, aceitação e validação), de contato (eu existo para você e você para mim e o toque físico) de estímulos (ouvir algo agradável, saborear algum alimento gostoso, sentir cheiros das nossas memórias, querer ser tocado), e de posição (querer liderar ou querer se sentir liderado, recebendo segurança, apoio, orientação).

Diante dessas necessidades provavelmente dedicamos muito do nosso tempo para conversar com as pessoas – não sabemos ir a um lugar público sem ficar de papo. Marcamos um café com alguém. Ocupamos boa parte do tempo em redes sociais. Brincamos com o cãozinho. Frequentamos lugares públicos, festas, ingressamos em grupos e organizações sociais, voluntárias, inclusive. Tudo para pertencer, sentir-se aceito.  Para sermos reconhecidos trabalhamos muito. E quanto mais reconhecimento pelos excelentes resultados, maior fica a vontade de fazer ainda mais. Inventar algo novo. Abastecer a bateria do reconhecimento exige fazer mais e mais. Abastecer a bateria da aceitação implica em agradar as pessoas para que elas nos queiram. Abastecer a bateria de sentir-se vivo demanda sentir, degustar, ouvir, envolver-se.

Diante de nossas necessidades pessoais inconscientes, perdemos nossa autonomia. Ou seja, nos propomos a fazer determinadas coisas, mas acabamos nos envolvendo com outras. E as chamamos de distrações. A força das nossas necessidades é muito grande. Demanda, portanto, de uma capacidade de autocontrole reforçada para nos manter no foco.

Mas, embora a capacidade de se manter no foco varie de pessoa para pessoa, como a absoluta maioria das habilidades, essa também pode ser treinada e fortalecida. O importante é incorporar os exercícios ao cotidiano, ainda que sejam dedicados a eles apenas alguns minutos por dia, principalmente no início. Aos poucos, o tempo dedicado à atividade pode ser ampliado.

Para desempacar, além de se concentrar, é preciso aprender a dividir tarefas, abusar da agenda e combater distrações. Por isso, se quiser começar agora, separe uma caneta e um papel e vamos começar da seguinte forma:

  1. Anote três coisas que você quer fazer até o fim da vida – realizações realmente importantes, como: comprar um sítio, participar da São Silvestre, publicar um livro, aprender a tocar um instrumento musical ou viajar para a Europa. Para estas metas dê o titulo de:
  1. Em outro papel, coloque as tarefas que você precisa cumprir hoje. Todas mesmo – pagar aquela conta, marcar uma consulta, comprar pão, responder a um cliente, levar o carro a um mecânico, etc. Nessa lista use o título deurgente. Em geral, são coisas que não nos gostamos de fazer, mas que impactam diretamente em novos problemas se não as fizermos – e podem ser urgentes porque não lidamos com elas e agora o prazo está estourando. Anote estas tarefas porque não podem ser esquecidas e não valem a pena deixar ocupando o cérebro. Por isso, diariamente faça uma lista delas.
  1. Na terceira folha, faça uma lista do que você precisa ou deseja resolver ao longo da próxima semana. Marcar uma reunião? Devolver um sapato emprestado por uma amiga? Limpar a casa? Buscar o resultado de um exame? Responder e-mails? Essa última folha será batizadanão urgente.

O que acha de começar a organizar a sua vida dessa forma?

É necessário mesclar atividades urgentes, importantes e não urgentes sem que você acumule frustrações. É preciso se divertir, é preciso ter tempo de arrumar o carro, responder aos clientes, saborear um bolo gostoso, ficar com a família, praticar algum esporte, mas é necessário separar um tempo para pensar e agir para alcançar os novos projetos. Se apenas resolvemos problemas e cuidamos das rotinas, todos os dias faremos as mesmas coisas. Ou então, se apenas fazemos as coisas que nos provocam prazer, infelizmente os novos projetos vão ficando para trás. Procrastinar tem um preço amargo de nos fazer sentir culpados depois.

Por isso, outro passo fundamental para alcançar metas maiores é dividir uma meta em subtarefas. Subdividindo ações maiores e cumprindo o passo a passo, sentimos a sensação de dever cumprindo e nos motivamos a seguir adiante. Como por exemplo, para aprender a tocar violão, o que precisa fazer? Pesquisar e escolher uma escola. Pesquisar valores e instrutores. Inscrever-se. Definir data para começar. Comprar o violão, etc. A cada tarefa, sabemos que chegamos mais próximo do resultado.

Ganho de foco é um jogo mental. Requer muito trabalho duro e quebra de velhos hábitos, para se construir novos. Se começar agora, antes você saberá o gostinho de alcançar resultados e pode comemorar suas vitórias. Portanto, o foco mais importante para quem tem essa dificuldade, é o foco em si mesmo. O autocontrole é o fator mais importante para o sucesso, mais do que o quociente de inteligência, diz Daniel Goleman em seu livro Foco.

Podemos divagar, é claro que sim. E é importante. Mas deixemos a mente solta e a vontade para as horas de relaxamento, como um passeio pelo parque, uma viagem, um domingo a tarde ou quando assistimos algum programa de televisão sem importância. Sem foco, não há trabalho, dieta, projeto ou relacionamento que vá para a frente. Se nos concentrarmos agora ainda em 2016, é muito mais provável que consigamos manter nossas propostas e realizá-las. E com a concentração afiada, nos restarão pouquíssimas promessas para 2017.

Acesse também:

http://vidaorganizada.com/gtd-getting-things-done-ou-a-melhor-metodologia-de-produtividade-que-existe/

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